Primeiras impressões - Estreia 5ª temporada de The Marvelous Mrs. Maisel

  Dia 14 de Abril, estreou a quinta e última temporada de The Marvelous Mrs. Maisel e o prime video liberou três episódios. Após uma conversa franca com Lenny Bruce (Luke Kirby) no fim da temporada passada, Midge ( Rachel Brosnahan) é obrigada a encarar os fatos, entretanto é tarde demais para voltar atrás e abrir o show de Tony Bennet. Esse é o ponto em que ela percebe que precisa voltar a se mover se realmente deseja prosseguir e ser bem sucedida em sua carreira como comediante. A temporada já começa com uma cena de 1981, de uma garota em uma espécie de terapia, essa garota o roteiro não deixa claro quem é, mas tudo indica ser a filha de Midge porque no segundo episódio vemos uma espécie de documentário onde essa mesma garota ou uma muito parecida com ela está dando entrevista sobre como é ser a filha de Midge Maisel. Eu acho que essas cenas do futuro são muito boas e dá até um aperto no coração de saber que o roteiro está fazendo isso propositalmente para conseguir encerrar ...

O Fan-service pesadão e o tom de recomeço de Homem Aranha Sem Volta para Casa - com spoilers



Peter Parker (Tom Holland) está de volta e dessa vez, com a sua identidade revelada ao mundo pelos acontecimentos do filme anterior: Homem Aranha Longe de Casa (2019) onde o vilão Mistério (Jake Gyllenhal) em uma gravação de vídeo revela que Peter é o verdadeiro Spider Man. Agora Peter tem que aprender a lidar com as consequências de ter sua liberdade e privacidade tiradas do dia para a noite, o fato do mundo inteiro conhecê-lo e o pior, com o peso das acusações feitas por Mistério antes de morrer. 

Com a direção de Jon Watts, que também foi responsável pela direção dos dois primeiros filmes da atual franquia Aranha, podemos dizer que são utilizados artifícios que mantêm o nível  do filme tão bom quanto os primeiros, o tom adolescente, a leveza nas piadas, a jovialidade, dinamicidade e muitas vezes uma ingenuidade que os roteiristas fazem questão de manter tão pungente no personagem central, como se fosse um lembrete aos telespectadores que apesar dos vinte anos de Homem Aranha nos cinemas, estamos apenas falando de um jovem de dezessete anos na puberdade. 


Aliás, foi impossível esquecer este aniversário de vinte anos, (que acontecerá no ano que vem) tendo em vista que o filme faz uma viagem no tempo ao resgatar vilões icônicos das duas primeiras franquias do herói. Trazendo nomes como o doutor Octopus (Alfred Molina), Duende Verde (Willem Dafoe) e Electro (Jamie Foxx). E faz muito mais referências aos outros filmes, como frases de impacto como "Com grandes poderes vem grandes responsabilidades", ou por último e não menos importante, trazendo de volta os outros dois Spidermans, tanto Andrew Garfield quanto Tobey Maguire retornam como Peter Parker, e isso, foi lindo de se ver. 


Outro personagem que apareceu e que é muito importante é o Demolidor (Charlie Cox), deixando nítido que os personagens Marvel-Netflix estão finalmente no MCU. PS: Preciso assistir urgente Demolidor, agora mais que nunca.


Os efeitos sonoros são outro bum que não podemos deixar de lado, é incrível ver como os responsáveis pela sonoridade do filme trabalham bem em momentos de tensão e luta entre os personagens e imaginar essas mesmas cenas sem esses efeitos é tirar a vida da cena. Um dos momentos mais legais para mim é o momento em que o Peter está lutando com o Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), e eles entram no mundo espelhado, e o som, além dos efeitos visuais é claro, é impecável.


As atuações estão muito boas, conseguimos nos emocionar, sofrer e rir com os personagens, dando um destaque principal para o Holland, que tá demais, a cena em que a tia Mãe morre, gente, nunca superarei! Outra atuação que não poderia ser diferente é a de Willem Dafoe que entrega a tão famosa e sinistra dualidade do Duende Verde com muita prioridade e louvor. Andrew Garfield nos poucos momentos em que aparece também sabe o que fazer, e em cenas de emoção se supera como ninguém.


Se por um lado, o filme entretém e alimenta a alma sedenta dos fãs do Aranha com tudo aquilo que pediram, por outro traz diversas reflexões que valem à pena serem levantadas. Em seus dois primeiros filmes da nova era, Peter teve que lutar com subvilões que estavam mais ligados a Tony Stark que realmente a ele, que queriam vingança do Stark, que odiavam o Stark, enfim, ambos os filmes giraram em torno de Tony. Quando o terceiro chegou, ao invés de trazerem finalmente um vilão desse Homem Aranha, os roteiristas preferiram se escorar em vilões e personagens antes já utilizados. Dando a impressão de que esse protagonista não consegue se segurar por si mesmo. Tudo é reciclado, tudo é pego já pronto, tudo é feito aos moldes dos outros filmes. 


Não que essa continuidade não tenha surtido um efeito satisfatório, pelo contrário, a aparição de alguns desses personagens e vilões teve um desenvolvimento e conclusão muito bons, como o caso do Doutor Octopus que conseguiu, com a tecnologia Stark se livrar das amarras de seu chip "defeituoso". Outro detalhe que é maravilhoso é o momento em que o Peter Parker do Andrew Garfield consegue salvar a MJ (Zendaya), fazendo total referência ao momento em que ele não consegue salvar a Gwen (Emma Stone) no Espetacular Homem Aranha 2 (2014), a emoção foi grande, e foi um dos momentos em que eu chorei sim. 


Esse encontro entre os Aranhas do multiverso foi formidável e a forma como o roteiro consegue manter a personalidade de todos eles intacta, as diferenças e semelhanças e a interação entre eles é tudo muito divertido e bem idealizado. Amo a hora em que eles confortam o Espetacular Homem Aranha, tentando convencê-lo de que ele é espetacular, ou quando o Peter do Andrew ajuda o Peter do Tobey Maguire a "estalar" as costas, fazendo claramente alusão a idade do personagem, que é a mais avançada se comparada aos outros Peters. 


O paralelo que é criado entre eles também é outro ponto a ser comentado, todos perderam pessoas muito importantes ao longo de suas jornadas, e ao perder a tia May nesse capítulo de sua vida, Peter só carimbou e oficializou a sua identidade, se aproximando mais e mais dos Peters anteriores. Com as mesmas perdas, sede de vingança e mesmas vulnerabilidades. 


No final do filme todos esquecem a identidade do personagem graças a uma magia jogada pelo doutor Estranho, e mesmo prometendo que tentaria relembrar MJ e seu melhor amigo Ned (Jacob Batalon) após a magia, na última hora Peter muda de ideia e percebe que o melhor que pode fazer por seus amigos é deixar que sigam o seu caminho, um final amargo e solitário, um final com gostinho de recomeço. Um recomeço que todos estamos loucos para ver.


Esse é um filme feito para todos, contudo que foi feito especialmente para aqueles que são fãs de carteirinha e acompanharam com afinco os filmes do herói. Eu saí muito satisfeito do cinema, e da Marvel esse foi o filme que eu mais curti do ano de 2021. Marvel, fechando o ano com chave, cadeado e correntes de ouro.

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