Primeiras impressões - Estreia 5ª temporada de The Marvelous Mrs. Maisel

  Dia 14 de Abril, estreou a quinta e última temporada de The Marvelous Mrs. Maisel e o prime video liberou três episódios. Após uma conversa franca com Lenny Bruce (Luke Kirby) no fim da temporada passada, Midge ( Rachel Brosnahan) é obrigada a encarar os fatos, entretanto é tarde demais para voltar atrás e abrir o show de Tony Bennet. Esse é o ponto em que ela percebe que precisa voltar a se mover se realmente deseja prosseguir e ser bem sucedida em sua carreira como comediante. A temporada já começa com uma cena de 1981, de uma garota em uma espécie de terapia, essa garota o roteiro não deixa claro quem é, mas tudo indica ser a filha de Midge porque no segundo episódio vemos uma espécie de documentário onde essa mesma garota ou uma muito parecida com ela está dando entrevista sobre como é ser a filha de Midge Maisel. Eu acho que essas cenas do futuro são muito boas e dá até um aperto no coração de saber que o roteiro está fazendo isso propositalmente para conseguir encerrar ...

A trabalhosa e muitas vezes redundante décima sétima temporada de Grey's Anatomy

Agora nas mãos de Krista Vernoff e tendo a Ellen Pompeo como uma das principais produtoras, Grey's Anatomy prossegue sendo a série médica mais bem sucedida da história da televisão. Em sua décima sétima temporada e com os últimos acontecimentos do mundo relacionados à morte de George Floyd e a pandemia no novo Coronavírus a temporada pegou o gancho proporcionado pelos acontecimentos históricos e criou a partir disso aquilo que criam de melhor, mais drama e histórias com as quais possamos nos emocionar e nos identificar. 


Eu realmente acho que a showrunner Krista Vernoff tem uma veia mais voltada para o drama filosófico que realmente aquele drama quero simplesmente matar os personagens porque arrumei inimizade com os atores como acontecia muito na época da criadora original Shonda Rhimes, e isso, para nós que estamos passando por um momento tão delicado que é a Covid 19 vem à calhar. Os roteiristas souberam tratar sobre o tema com a cautela e o respeito que ele merece, souberam homenagear tanto os guerreiros de linha de frente dos hospitais quanto honrar as pessoas que foram vítimas dessa doença desgraçada. Vítimas tanto no sentido de terem adquirido a doença quanto no sentido de terem perdido pessoas queridas para a doença. 


Quando a Miranda (Chandra Wilson) perde a sua mãe para a Covid foi simplesmente impossível não se emocionar com a cena dela cantando para ela. Só de imaginar a quantidade de pessoas que passaram ou estão passando por essas perdas todos os dias desde o princípio da pandemia é de partir o coração. 


Os elementos que eles utilizaram principalmente na primeira parte da temporada para que os atores não se expusessem em demasiado uns aos outros também foi bem interessante de assistir afinal esse sempre foi um show de muito contato físico entre os personagens, então quando eles gravaram cenas, como por exemplo, de Amélia (Caterina Scorsone) e Lincoln (Chris Carmack) deitados na cama um com a cabeça em uma ponta do colchão e o outro com a cabeça da outra ponta após um "momento" íntimo entre eles foi sim uma jogada de mestre. 


Apesar de uma temporada que soube utilizar bem das tragédias da vida real, devo admitir que eu achei um tanto quanto redundante quase todos os episódios em que Meredith (Ellen Pompeo) passou entubada na UTI enquanto a sua consciência simultâneamente estava em uma praia abandonada que também serve como um tipo de plano espiritual (aí vai depender do que você acredita), porque a história não caminhava, e eu sei que eles quiseram deixar a história o mais verossímil possível ao mantê-la durante tanto tempo nessa situação instável de piora e melhora, entretanto para um show cujo objetivo é entreter, eles foram extremamente chatos e cansativos. Nem o retorno de personagens querido como Derek (Patrick Dempsey), O'malley (T.R. Knight) e o saudoso casal Lexie (Chyler Leigh) e  Mark (Eric Dane) me fez ficar animado em ver esses episódios, chatos, mas chatos, mas chatos e difíceis de serem assistidos. 


Os poucos momentos de mais descontração que a temporada nos trouxe foi quando focava na relação de Jo (Camilla Luddington) e os internos que invadiram a sua casa, ou quando a mesma decidiu mudar de segmento médico ou até mesmo quando ela se apaixona pela bebê Luna e com a ajuda de Lincoln opta por adotá-la, resumindo, Jô obrigado por estar ainda em Grey's.


Gente eu não consigo aceitar a morte do DeLuca (Giacomo Gianniotti), não consigo! Assim como a saída do Karev na temporada passada, esse acontecimento para mim é só mais um dos que não deveriam ter acontecido, mas a gente que acompanha a série há tanto tempo releva pelo fato de estarmos tão calejados que nada mais nos machuca de verdade, não mais. 


Gostei muito do desenvolvimento da Teddy (Kim Raver) ao longo da temporada e da maneira como ela e Owen (Kevin McKidd) souberam trabalhar as suas diferenças em prol de uma boa convivência profissional e familiar. O episódio que eles adentram a história, traumas e feridas dela se não é o meu episódio predileto da temporada está próximo disso. Gostei muito do quão experimental ele me soou, misturaram diversos elementos diferentes de diferentes gêneros desde o terror, ao fantasia, ao tom normal da série, etc. A atriz realmente se entregou ao momento de fundo do poço que a personagem requeria, e eu arriscaria dizer que poderia facilmente levar uma indicação a um Emmy ou Globo de Ouro caso Grey's ainda tivesse algum resquício de reconhecimento por parte de premiações (a gente sabe que não acontece, mas não custa sonhar).


A Amélia gente é sempre a mesma coisa, ela tem medo de casar, aí ela tem medo de se comprometer, aí ela tem medo de ter outro filho, ela tem medo de tudo! Para mim os únicos momentos bons da personagem foram os momentos em que ela evidenciou as suas vulnerabilidades como dependente química e como ela jamais estará cem por cento livre desse fantasma do vício em sua vida, tirando isso, não vejo nenhuma desenvolvimento palpável dela, ela é sempre complicadinha e o Lincoln parece gostar disso, cada doido com a sua doidura.


Outro episódio legal de assistir foi o episódio em que o Avery (Jesse Williams) visita a Kepner (Sarah Drew) e descobre que ela e o seu marido não estão mais juntos e faz uma proposta à ela para de juntar a ele em Washington. Para nós que estávamos sentindo falta de um velho retorno à série foi muito bem vindo esse pequeno retorno que teve mais gosto de despedida que realmente de retorno. Inclusive toda a ligação de Avery com as causas sociais e ao episódio de George Floyd foi uma junção inesperada que deu certo, tendo em vista que todos nós questionamos o que um mauricinho entende sobre causas sociais? Esse contraste é o que torna tudo muito mais atraente quando o personagem decide arregaçar as suas mangas e fazer a diferença, um encerramento bastante promissor e instigante a um personagem que desde que ingressou na série nunca nos passou nada tão profundo. Agora entre Koracick (Greg Germann) e Avery, desculpem, quem vai fazer falta mesmo é o Koracick e seu humor ácido que faz toda a diferença.


Senti que deixaram o Richard, Katherine e o Hayes meio de lado, esse último devido a Covid não formou o tão esperado casal com Meredith conforme Yang havia predestinado. (AINDA)


Como um todo foi uma temporada bastante trabalhosa para os produtores, muitas medidas tiveram que ser tomadas, diferente de outras temporadas essa teve que ser encurtada e ter um tempo maior de hiato entre as suas duas partes, contudo nada que prejudicasse o andamento da história.


Com a décima oitava temporada já confirmada e uma protagonista recém nascida das cinzas, resta a nós aguardarmos por uma possível preparação para o iminente fim oficial da série e assim vamos seguindo esperançosos para que melhores dias venham ao nosso encontro, que a vacina chegue a todos e que os próximos episódios venham recheados de muita pegação e sexo nos elevadores e arredores do hospital mais famoso da ABC Studios como de praxe.


Todas as outras dezesseis temporadas estão disponíveis no Globoplay, Netflix e Prime Vídeo.


E vocês, o que acharam dessa temporada de Grey's? Deixe o seu comentário.

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