Primeiras impressões - Estreia 5ª temporada de The Marvelous Mrs. Maisel

  Dia 14 de Abril, estreou a quinta e última temporada de The Marvelous Mrs. Maisel e o prime video liberou três episódios. Após uma conversa franca com Lenny Bruce (Luke Kirby) no fim da temporada passada, Midge ( Rachel Brosnahan) é obrigada a encarar os fatos, entretanto é tarde demais para voltar atrás e abrir o show de Tony Bennet. Esse é o ponto em que ela percebe que precisa voltar a se mover se realmente deseja prosseguir e ser bem sucedida em sua carreira como comediante. A temporada já começa com uma cena de 1981, de uma garota em uma espécie de terapia, essa garota o roteiro não deixa claro quem é, mas tudo indica ser a filha de Midge porque no segundo episódio vemos uma espécie de documentário onde essa mesma garota ou uma muito parecida com ela está dando entrevista sobre como é ser a filha de Midge Maisel. Eu acho que essas cenas do futuro são muito boas e dá até um aperto no coração de saber que o roteiro está fazendo isso propositalmente para conseguir encerrar ...

A quinta temporada de This Is Us e nosso pré-aquecimento para o fim da série.


Em seu quinto ano, porém ainda mantendo as suas estruturas intactas, This is us veio para nos provar que não é apenas mais uma série de momento, com uma quantidade precisa de emoção e uma boa dose de reflexões e histórias instigantes e deixas de um futuro próximo imprevisível prende a nossa atenção e nos anima para derradeira temporada que está por vir. 

Nessa temporada abordaram assuntos relevantes como o Coronavírus assim como ocorreu em séries como Grey's Anatomy, The Good Doctor e Brooklyn Nine-Nine. A série não fugiu também de problemas sociais como as manifestações que ocorreram no ano passado em todo os Estados Unidos referente ao Black Lives Matter após a morte de George Floyd movimentar milhares de pessoas às ruas para lutarem contra o racismo tão presente em território americano. Ambos os assuntos levantados de maneira bastante contundente e natural e o mais importante muito bem construída pelos roteiristas.


This is us não é essa série de super Plot Twists, mas quando acontece é de enlouquecer os nossos corações, eu amei o artifício de colocarem a mãe do Randall (Sterling K. Brown) na história, ela ter vivido muitos anos após a sua adoção mas ela não estar viva nos dias atuais foi uma boa decisão por parte dos roteiristas, afinal, caso fosse o contrário a história se tornaria repetitiva tendo em vista toda a trajetória vivida com Willian na primeira temporada, inclusive fiquei preocupado quando a premissa de trazê-la de volta veio à tona, pois a chance dos fatos se tornarem redundantes era gigantesca, mas me surpreenderam mais uma vez. O episódio que ele vai atrás da história de sua mãe é o meu predileto da temporada de longe, a construção acerca dessa mulher que até a pouco era desconhecida, a maneira como ele lida e se depara com a mulher que o pariu é de uma sensibilidade que raramente vemos em outro show que não seja This is us. Além de trabalhar com a sua mãe a trama também se aprofunda no peso do personagem em relação a ter crescido em um lar de pessoas brancas e o quanto isso impactou em seu desenvolvimento pessoal, amo demais o episódio que finalmente ele e Kevin (Justin Hartley) lavam a roupa suja e ficam trancados pro lado de fora da casa de Randall rs.


Outro ponto bem trabalhado é o de Tess (Eris Baker) e seu relacionamento com uma pessoa não binário, sim, uma das primeiras personagens assumidamente não binário da televisão, e todo o drama dos pronomes neutros, e a maneira como o relacionamento é visto por Beth (Susan Kelechi Watson). Falando em Beth, quando ela e a sua mãe tem um momento no sofá e elas dialogam sobre se ajustar ao que o filho se torna e esquecer aquilo que foi sonhado e idealizado por elas é um diálogo que me fez chorar de tão sábio e coerente, principalmente a parte que ela fala que demorou vinte anos para se ajustar às escolhas de Beth, e que não queria que isso acontecesse com ela e Tess pelo fato do tempo ser algo precioso. 


O arco Kevin e Madison (Caitlin Thompson) correu conforme aquilo que todo mundo que tem um tempo de séries já poderia imaginar, eles nadaram, nadaram, nadaram e morreram na praia, afinal de contas, nunca existiu realmente amor entre ambos, não o amor puro e concreto como o que ele sente e sempre sentirá por Sophie (Alexandra Breckenridge). Acho que a escolha de Madson em não se casar com Kevin só enobreceu mais a personagem que pareceu, mesmo que só por um instante, ser a mais sensata de todos os personagens e pela primeira vez utilizou o seu amor próprio que estava fadado ao fracasso caso se casasse com um homem que só estava com ela pelas circunstâncias da vida. 


Um personagem que me irritou do começo ao fim foi Toby (Chris Sullivan) que apesar de ter as suas motivações para ser tão orgulhoso e cabeça dura poderia em muitos momentos ter sido maleável e lidado de maneira mais madura com as situações que ocorreram na temporada. Só eu que acho o Toby muito grosso? A Kate (Chrissy Metz) teve um crescimento e amadurecimento extremo nessa temporada até porque para aguentar o seu marido precisa de muito saco e disposição. O lance deles terem decidido adotar uma criança foi legal para vermos o outro lado da moeda, o lado da mulher que abriu mão de seu filho por acreditar que ele poderia ter um destino muito melhor com um casal que realmente se ama e não apenas um fruto de um caso de uma noite, a série faz esse levantamento de maneira leve e descomprometida.

 

O tio Nick (Griffin Dunne) nessa quinta parte continua um bom ranzinza, mas aos poucos conseguimos ver mais as suas vulnerabilidades e seu coração bom. Rebecca (Mandy Moore) continua lutando contra a doença que será o seu fim, mas amo o fato dela se esforçar e o mais importante tentar aproveitar ao máximo o tempo que ainda lhe resta sem que a doença a tenha tomado o que temos de mais precioso, as nossas lembranças. 


Deja (Lyric Ross) e Malik (Asante Black) nessa temporada tem pouco espaço em tela, mas eles já meio que nos prepararam para um suposto futuro término do casal, tendo em vista que a ex de Malik, Jennifer, voltou e tenho certeza que voltou para desestruturar o casal, veremos na próxima temporada.


Já confirmada como última temporada, a sexta focará no futuro da família Pearson, ou seja, nos filhos de Kevin, Randall e Kate adultos e eles velhos, com a deixa da temporada tudo indica que Kate e Toby se separarão o que para mim não é tão uma má ideia assim. 


Como um todo achei uma temporada bastante satisfatória, não sei se manteve o nível das outras temporadas, existem momentos que desde a primeira temporada me incomodam, mas que nessa temporada ficaram mais nítidos que são os ápices emocionais que a série faz questão de colocar no meio da história só para forçar e tornar aquilo que seria corriqueiro em algo esplendorosamente profundo e filosófico, me julguem, mas sim, This is us tem disso, contudo mesmo em algum desses momentos, me incomodando, eu consegui deixar de lado o meu lado critico e simplesmente me entregar e chorar, e sentir.


E vocês, o que acharam dessa quinta temporada? Quais são as suas teorias para o fim de toda essa trajetória da família Pearson? 


As quatro primeiras temporadas do show estão disponíveis no Prime Video.

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