Primeiras impressões - Estreia 5ª temporada de The Marvelous Mrs. Maisel

  Dia 14 de Abril, estreou a quinta e última temporada de The Marvelous Mrs. Maisel e o prime video liberou três episódios. Após uma conversa franca com Lenny Bruce (Luke Kirby) no fim da temporada passada, Midge ( Rachel Brosnahan) é obrigada a encarar os fatos, entretanto é tarde demais para voltar atrás e abrir o show de Tony Bennet. Esse é o ponto em que ela percebe que precisa voltar a se mover se realmente deseja prosseguir e ser bem sucedida em sua carreira como comediante. A temporada já começa com uma cena de 1981, de uma garota em uma espécie de terapia, essa garota o roteiro não deixa claro quem é, mas tudo indica ser a filha de Midge porque no segundo episódio vemos uma espécie de documentário onde essa mesma garota ou uma muito parecida com ela está dando entrevista sobre como é ser a filha de Midge Maisel. Eu acho que essas cenas do futuro são muito boas e dá até um aperto no coração de saber que o roteiro está fazendo isso propositalmente para conseguir encerrar ...

Euphoria - Episódio Especial

Abstinência é a palavra que descreve bem o que nós fãs de Euphoria estamos sentindo e nada mais animador que saber da existência de um episódio especial. Devido a pandemia do Covid 19, as gravações da segunda temporada do show tiveram que ser suspensas, nos deixando órfãos, contudo, não tão órfãos.

Demorei um pouco para assistir a esse especial, um porque eu estou sempre maratonando outras coisas quando algo novo é lançado, dois porque eu me lembrava muito pouco dos fatos que ocorreram na primeira temporada do show. Muito disso se deve ao fato de eu ter assistido em meados de Julho/Agosto do ano passado (2019), devorando os oito episódios iniciais em apenas um dia. Mas tudo bem, fiz o "sacríficio" de assistir à temporada completa novamente apenas para conseguir me situar na série.  Rs...

Uma produção original da HBO, criada por Sam Levinson (Assassination Nation), a série nos traz um grupo de jovens que enfrentam dilemas relacionados à relacionamentos, sexualidade, drogas, saúde mental e busca pela identidade, uma série com um tema comum, contada de um jeito único. 

O elenco é miscigenado, a série tem muita representatividade, desde negros, latinos até uma personagem transexual. A produção é maravilhosa, logo no início da temporada nos deparamos com uma das cenas mais deslumbrantes já feitas, a cena em que a Rue (Zendaya) acaba de usar droga em uma festa e como se ela estivesse presa em uma caixa ela começa a cair, e conforme ela vai caindo, a parede vai virando o chão, o chão a parede, é uma cena claustrofóbica, mas também deliciosa de se ver.  As atuações são excepcionais, levando a protagonista a ganhar o tão almejado Emmy de melhor atriz em série dramática desse ano, uma conquista e tanto para uma atriz que até há pouco, estava fazendo série infanto-juvenil na Disney Channel.

A maior virtude de Euphoria, no entanto, é a ousadia de não ter medo de se comprometer e colocar as mãos na sujeira tratando de temas mal vistos pela sociedade, como pedofilia, e outros tão presentes quanto o oxigênio que respiramos, mas quase sempre ignorados como a transfobia, gordofobia, misoginia, relacionamentos abusivos e masculinidade tóxica.

Sem muitos delongas a respeito da primeira temporada, o que está em pauta realmente é o quão profundo e significativo esse episódio especial é. Apesar de não ter relação direta com a primeira ou segunda temporada, podemos sim dizer que esse episódio irá influenciar o que está prestes a vir na série.

Numa versão mais sutil e recatada, temos na quase uma hora de capítulo a presença de Rue e Ali (Colman Domingo), em um café, conversando sobre as dificuldades da vida nas drogas. O episódio consiste basicamente nisso, em um diálogo longo e franco, entre um ex-drogado e sua pupila.

O episódio começa com uma ilusão oriunda da mente alterada de Rue, onde ela e Jules (Hunter Schufer) estão morando juntas, mais apaixonadas que nunca, entregues de corpo e coração uma a outra, contrastando com os fatos ocorridos no final da temporada anterior, que é exatamente o término do breve relacionamento delas.  Mas logo somos situados à verdadeira situação da personagem, onde ela está usando drogas no banheiro do café e retorna ao seu assento para prosseguir no encontro com Ali.

Ao longo do encontro descobrimos que eles estão na noite de Natal, Rue está um caco com a partida abrupta de Jules para Nova York e desconsolada decide ligar para o amigo, mais por necessidade que realmente por vontade, sendo que tudo o que restou à ela foi a amizade com Ali. Esse é o ponto em que a série acertou em cheio, a conversa deles é profunda na medida certa, não tem pieguice, eles falam sobre a vida, sobre a morte, sobre a culpa que sentem pelos erros que cometeram, o que tiveram que passar para chegar ali.

Não vou negar que caí no sono assistindo ao episódio, tendo que voltar alguns minutos assim que despertei. Gente, é mais de um ano de hiato, pela ânsia que eu estava sentindo, é óbvio que eu esperava algo com mais movimento, esperava, de repente ver todos aqueles personagens pelo qual me apaixonei, onde estariam todos?  Não foi o que aconteceu, obviamente devido às circunstancias que estamos vivenciando por causa do Coronavírus, entretanto, poderiam ter feito algo maior, séries como This is us e Grey’s Anatomy estão sendo gravadas normalmente, a verdade, é que do primeiro segundo ao último tudo o que foi mostrado foi exatamente proposital, eles queriam algo minimalista, reflexivo e dizer que não obtiveram êxito na empreitada seria hipocrisia de minha parte.

Em suma, quando você entende a essência do episódio, tudo corre de maneira satisfatória.

Apesar da ociosidade, me emocionei em muitos momentos, chorei, principalmente quando Rue alega se considerar uma pessoa ruim por tudo o que havia feito a sua mãe e família sofrerem, fazendo Ali confessar que também havia tomado atitudes questionáveis em sua vida, mas que era necessário deixar todas essas coisas no passado e se perdoar. Também descobrimos muito sobre o passado dele, sua família e suas frustrações.

Outro gancho para a segunda temporada é o fato de Jules ter sido uma relevante pauta da conversa e ao fato de deixarem claro à Rue que para que ela consiga se recuperar dos vícios será necessário de desvincular de qualquer tipo de relação e distração que possa vir a atrapalhá-la em seu desempenho no tratamento. Seria esse o final iminente de Rules?

Trouble don’t last always, foi liberado no HBO GO no início de Dezembro aqui no Brasil, (nos EUA é HBO MAX), dias antes de ser transmitido na televisão, deixando nítido a jogada de Marketing em cima do fenômeno que se tornou Euphoria.

O segundo episódio especial está previsto para o dia 24 de Janeiro, e o coração está como? Acelerado, ou melhor, eufórico! Rs...

E vocês, quais sãos as teorias para os próximos episódios?


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