Primeiras impressões - Estreia 5ª temporada de The Marvelous Mrs. Maisel

  Dia 14 de Abril, estreou a quinta e última temporada de The Marvelous Mrs. Maisel e o prime video liberou três episódios. Após uma conversa franca com Lenny Bruce (Luke Kirby) no fim da temporada passada, Midge ( Rachel Brosnahan) é obrigada a encarar os fatos, entretanto é tarde demais para voltar atrás e abrir o show de Tony Bennet. Esse é o ponto em que ela percebe que precisa voltar a se mover se realmente deseja prosseguir e ser bem sucedida em sua carreira como comediante. A temporada já começa com uma cena de 1981, de uma garota em uma espécie de terapia, essa garota o roteiro não deixa claro quem é, mas tudo indica ser a filha de Midge porque no segundo episódio vemos uma espécie de documentário onde essa mesma garota ou uma muito parecida com ela está dando entrevista sobre como é ser a filha de Midge Maisel. Eu acho que essas cenas do futuro são muito boas e dá até um aperto no coração de saber que o roteiro está fazendo isso propositalmente para conseguir encerrar ...

CRÍTICA: Get even - Ninguém mandou, primeira temporada

 

Como um bom fã de séries adolescentes eu não poderia me abster de comentar sobre Get even. Uma produção original BBC, a série britânica de suspense, adaptada por Holly Phillips da série de livros "Don't Get Mad" de Gretchen McNeil finalmente está entre nós através da plataforma de streaming Netflix!

A história baseia-se na união de quatro garotas diferentes, Kitty Wei (Kim Adis) a esportista, Olivia Hayes (Jessica Alexander) a patricinha, Bree Deringer (Mia McKenna Bruce) a rebelde sem causa e Margot Rivers (Bethany Antonia) a CDF, juntas elas decidem fazer justiça com as próprias mãos e lutar contra abusos, desrespeitos e bullyings que ocorrem no colégio em que estudam, formando desta maneira a DGM (Don't Get Mad). Um grupo que atua expondo segredos e podres virtualmente das pessoas que são consideradas vilanescas.

Como um assíduo telespectador deste gênero de séries devo confessar que eu esperava muito mais. O elenco é bom, cumpre com o papel, a produção é satisfatória, as ambientações bastante convincentes, entretanto falta alguma coisa na história que realmente fisgue as nossas atenções.

Diferente de séries como Elite (2018- atualmente) e Control Z (2020-atualmente), a série falha muito no sentido de introdução de personagens, e quando digo introduzir quero dizer mais do que simplesmente apresentá-las, mas sim se aprofundar nelas, na essência delas, nas motivações pelas quais elas agem e fazem o que fazem, quando eles finalmente fazem isso, são breves e rasos. Como mostrando um flashback de como as meninas se unem, mas sem realmente mostrar o que cada uma sofreu para chegar ao ponto de optarem por fazerem justiça.

As coisas acontecem rápido, o desenvolvimento não é dos melhores, entretanto aceitável levando em consideração o seu público alvo. Tem movimento no momento em que precisam ter movimento, tem romance na medida certa e é bastante contida em relação ao conteúdo mostrado, optando por não explorar a sexualidade e as polêmicas tão usuais desse gênero de séries.

Eu senti muita falta de uma trilha sonora mais marcante e de cenas mais ousadas, talvez eu esteja mal acostumado, mas a sensação que eu tive foi a de que não quiseram se comprometer na entrega de um material um pouco mais adulto e tudo bem, mas mesmo assim, ficou uma grande lacuna nesse sentido para mim.

Outro grande problema de Get even é a sua falta de originalidade, eu sei que é um equívoco compará-la com outras histórias, porém impossível não fazer isso, especificamente com este enredo. Todos os artifícios utilizados para a construção da história eu já vi em algum outro lugar, não houve uma preocupação por parte dos produtores de fazer algo novo, mas sim em fazer algo.

Não posso dizer que a série é péssima, eu apenas não me entretive da maneira como eu pensei que eu iria.

Alguns dos pontos positivos da série é a diversidade, dentro do grupo das protagonistas cada uma é de uma etnia. Ver que a série (eu não li os livros), teve o zelo de se preocupar com isso é reconfortante, afinal, precisamos da representatividade, quanto mais melhor. Gosto do drama de cada uma delas também, Margot por exemplo, é uma personagem que está se permitindo a viver coisas novas e mostrar aos seus pais que pode ter uma vida de adolescentes normal, Olivia tem um crescimento incrível ao ter que enfrentar sua melhor amiga que acredita que popularidade e status é tudo, Kitty precisa lidar com os dilemas de ser uma atleta bolsista que perde uma grande amiga e Bree é a menina rica e rebelde que não teve a chance de se sentir amada e valorizada pelos seus pais, mas que todo mundo sabe, no fundo tem um ótimo coração. Apesar de um enredo não muito rico todas tiveram sim seus desenvolvimentos.

Os episódios são curtos, a temporada tem apenas dez apisódios e a classificação etária é de dez anos, uma série perfeita para se maratonar em apenas uma tarde ao lado de sua mãe ou avó sem aquele medo de que alguma cena comprometedora possa te constranger.

Deixando bastante a desejar, mas com um grupo de garotas interessantes e prontas para serem exploradas, a série tem muito ainda o que ser trabalhado. Não existe a confirmação de uma segunda temporada, porém a série de livros de McNeil tem muitas outras histórias interessantes a respeito do DGM para serem contadas, basta aguardarmos a confirmação da BBC.

E vocês, assistiram a série? São fãs dos livros? Deixem o seu comentário!

Comentários