Primeiras impressões - Estreia 5ª temporada de The Marvelous Mrs. Maisel

  Dia 14 de Abril, estreou a quinta e última temporada de The Marvelous Mrs. Maisel e o prime video liberou três episódios. Após uma conversa franca com Lenny Bruce (Luke Kirby) no fim da temporada passada, Midge ( Rachel Brosnahan) é obrigada a encarar os fatos, entretanto é tarde demais para voltar atrás e abrir o show de Tony Bennet. Esse é o ponto em que ela percebe que precisa voltar a se mover se realmente deseja prosseguir e ser bem sucedida em sua carreira como comediante. A temporada já começa com uma cena de 1981, de uma garota em uma espécie de terapia, essa garota o roteiro não deixa claro quem é, mas tudo indica ser a filha de Midge porque no segundo episódio vemos uma espécie de documentário onde essa mesma garota ou uma muito parecida com ela está dando entrevista sobre como é ser a filha de Midge Maisel. Eu acho que essas cenas do futuro são muito boas e dá até um aperto no coração de saber que o roteiro está fazendo isso propositalmente para conseguir encerrar ...

CRÍTICA: Dançarina Imperfeita

Do mesmo estúdio de A Barraca do Beijo e Para Todos os Garotos que Já Amei, para a nossa alegria, chegou uma nova aventura teen. Protagonizado pela cantora e atriz Sabrina Carpenter, dirigido por Laura Terruso e produzida por nomes como Alicia Keys e Leslie Morgenstein (responsável pela adaptação de diversos livros para filmes e séries), Dançarina Imperfeita é o mais novo sucesso da Netflix, lançado na última sexta-feira, 07. A nova atração já está em primeiro lugar no top 10 Brasil da plataforma de streaming.

A história nos traz a jovem Quinn Ackerman que sonha em entrar na universidade que outrora fora frequentada por seu falecido pai, para isso a jovem é capaz de qualquer coisa, inclusive mentir na entrevista da univerdade alegando fazer parte de um grupo de dança quando a orientadora questiona algo de diferente em seu currículo, algo que outro candidato já não tenha dito. A partir daí Quinn é obrigada a transformar a sua vida, se jogar no desconhecido e sair de sua zona de conforto. Com o auxílio de sua amiga Jasmine Hale (Liza Koshy) ela aprende a dançar, ambas abrem a sua própria equipe e se inscrevem na competição de dança Work it!, afinal de contas, ela precisa convencer a orientadora de que realmente é quem diz ser.

As atuações são muito boas, o elenco entendeu bem a proposta do filme, que não é o de fazer algo sério, mas sim espirituoso e leve. Sabrina conseguiu fingir que dança mal, o que não deve ser fácil para uma pessoa que sabe dançar, os seus colegas de elenco também dão um grande suporte para a moça, como Liza Kosh (a cena deitada no colchão da loja, dando em cima do vendedor é o máximo rs) ou Keiynan Lonsdale interpretando Isaiah, o egocêntrico antagonista com um senso de humor ácido e uma vontade ferrenha de sabotar a equipe de Quinn. Um outro nome que apesar de aparecer pouco rouba a cena é a atriz Michelle Buteau que interpreta a orientadora Veronica Ramirez, ela é sempre ótima no timing com humor e todo o trabalho que ela se submete é sempre muito bem feito, não poderia ser diferente dessa vez.

O roteiro é simplista, eles não enrolam, não ousam e também não usam de muita originalidade, apesar disso foi bem gostoso de assistir e eu tenho certeza que agradou muito o público alvo. A trilha sonora é animada, os passos de dança envolventes. A iluminação é viva e a fotografia limpa e bela aos olhos.

Se por um lado a história relacionada a dança caminha razoavelmente bem, de maneira ritmada e organizada, por outro o romance do longa é algo que não me convenceu muito. Tanto Sabrina quanto o seu parceiro de cena Jordan Fisher que interpreta o famoso coreógrafo Jake Taylor, não convenceram em nada com a paixonite que me pareceu apenas um enchimento de linguiça para suprir a cota de romance obrigatório desses dramas adolescentes. Nós não conseguimos ver um desenvolvimento crível para acreditar que realmente  existe algo além de encenação entre eles, culpa não só dos atores como do próprio roteiro em si. Não tem química entre eles, uma pena, sendo que esse seria um dos principais alicerces da história.  

A história talvez peque um pouco por não se aprofundar muito na personagem principal, nos dramas e tristezas que ela carrega consigo, banalizando um pouco do tema central que seria ela entrar na universidade por causa de seu pai. Poderiam ter explorado mais o elo que ela tinha com a sua figura paterna, trazendo flash backs, talvez falando mais sobre, enfim... Senti que o filme se entregou muito à comicidade e se esqueceu de trazer grandes reflexões que viriam a calhar tendo em vista as motivações da protagonista para conseguir realizar o seu sonho.

Apesar de tudo, Dançarina imperfeita é um filme perfeito de sessão da tarde! Eles acertam ao levantarem assuntos como sair da zona de conforto, tentar coisas novas e se descobrir bom em algo que você jamais imaginaria que seria. Se vocês curtem esse gênero Coming of age (Amadurecimento) terão uma hora e meia de descontração que valerá à pena.

Com um quê de High School Musical e Pitch Perfect eu veria facilmente Dançarina Perfeita como uma trilogia. 

Embora alguns elementos tenham ficado em aberto não existe uma confirmação de uma possível sequência ainda, tudo depende, é claro, da confirmação oficial da Netflix.

E vocês, o que acharam de Dançarina Imperfeita?  Gostariam de uma continuação? Deixem o seu comentário! 

Comentários