Na minha lista há muito tempo, finalmente separei um tempinho para
conseguir desfrutar dessa tão premiada (e comentada) série de streaming
vencedora do Emmy, Globo de Ouro e SAG Awards.
Criada por Amy Sherman Palladino, responsável por uma das minhas
séries prediletas, Gilmore Girls, e consecutivamente por minha tão adorada
Lorelai Gilmore (Lauren Ganham), a série vem no mesmo ritmo que a sua
antecessora resgatando todos aqueles elementos saudosos e queridos pelos fãs de
Gilmore Girls. Quando digo ritmo eu falo sério, a série não perdoa, tanto no
sentido de ter diálogos espirituosamente acelerados quanto em relação ao bom
timing de suas piadas, na maior parte das vezes afiadas e inteligentes.
Eu não simplesmente assisti essa série, eu a engoli! Foram
três temporadas inteiras em menos de uma semana.
A história se passa em meados dos anos cinquenta e acompanha a
trajetória de uma jovem judia, nova yorkina e recém divorciada que descobre
sua aptidão para o Standup comedy e as dificuldades a serem vividas para
realizar este sonho naquela época.
Aqui encontramos uma protagonista, Miriam Maisel, crua e pronta
para ser explorada, uma empreitada realizada com êxito pela atriz Rachel
Brosnahan (House of cards), vencedora de todas as premiações supramencionadas,
incluindo dois Critc's choice Awards como melhor atriz em série de comédia.
Talvez fosse sorte, mas a verdade é que a personagem é muito bem escrita e produzida. Durante o piloto fiquei me questionando, tá, é isso? A série me conquistou
desde o início com um breve "flashfoward" do que estava prestes por vir no
momento em que a protagonista faz um discurso pouco convencional em seu próprio casamento logo de cara, nos primeiros minutos, eu ri e pensei, engraçadinha! Mas a cereja do bolo e o que me deu a
certeza de prosseguir na maratona estava guardado para o final deste episódio, me
presenteando com talvez o momento ápice da série, o momento em que, desiludida
com o marido e a vida que escolheu, a protagonista se permite e descobre uma
verdadeira comediante de Standup dentro de si.
A produção impecável de luzes, tons, direção, figurino, cabelo e maquiagem nos fazem acreditar que nunca saímos dos anos cinquenta. Os produtores acertaram em cheio na escalação de elenco, nomes
como Michael Zegen interpreta Joel Maisel, o marido da protagonista, Mari Hinkle (Homeland, Brothers and sistema) interpreta
Rose Weissman, sua mãe. Todos perfeitos em seus respectivos papéis,
todas as histórias coadjuvantes muito bem estruturadas e o mais importante,
interessantes.
Conseguimos ver a diferença e choque de realidade entre duas
famílias judias, de um lado temos os Maisels, família do marido de Miriam ou
Midge, e do outro temos os Weissman, pais da mesma. Cada personagem com a sua peculiaridade, difícil demais dizer quem
roubou mais a cena, mas se eu tivesse que escolher beeem, mas bem mesmo o bônus
iria para Tony Shalhoub, responsável por interpretar o pai Abe Weissman. Seja
em momentos de chatisse, ranzinzice ou nos momentos mais cômicos o ator soube se entregar encontrando a
essência de seu personagem com tamanha maestria que confesso, ele se tornou
sim, o meu predileto, sempre que ele aparecia eu despertava da cadeira, me
atentava em qual seria a próxima alegoria a ser apresentada.
Outra que não poderia ser diferente é Alex Borstein (Family
Guy), que interpreta a empresária e assessora da aspirante à comediante, Susie
Myerso. Essa é uma dupla infalível, extremas opostas como procedimento de praxe e fica difícil não comparar a relação delas com a de Lorelai e Sookie (Gilmore Girls, desculpe! A diferença é que
Susie, diferente de Sookie, é uma verdadeira desbocada, sem escrúpulos e politicamente incorreta muitas vezes, o que
deixa tudo, eu disse tudo, mais provocativo e engraçado.
The Marvelous Mrs. Maisel é muito mais que uma série de comédia. A série traz à tona o lado não muito legal dos anos cinquenta, como era fazer parte de uma minoria em uma época comandada pelos homens? Diferente de Mad Men, nos oferece um ponto de vista mais feminino dessa época, afinal, é sempre
importante e legal ver uma mesma moeda de perspectiva diferente não é mesmo?
Valeu cada minuto de maratona, já assisti todas as temporadas e fiquem alertas, pois logo logo teremos a análise da segunda e terceira temporada.
A série é original e encontrada na plafatorma de streaming Prime Video, da Amazon.
Parabéns Rodrigo, tudo bem explicado amei ❤️
ResponderExcluirVolte sempre Val! É sempre bem vinda e pretendo com frequência postar as minhas análises e críticas! Bjoo
ExcluirCom certeza Ro, vc nasceu p isso escreve muito bem e bem explicadinho, sucesso amigo ❤️
ExcluirTá incrível esse post, tô até curioso pra assistir essa série agora. Parabéns.
ResponderExcluirQue bom que gostou! Volte sempre, estarei com frequência escrevendo as minhas análises, críticas e dando dicas! Bjs
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