Primeiras impressões - Estreia 5ª temporada de The Marvelous Mrs. Maisel

  Dia 14 de Abril, estreou a quinta e última temporada de The Marvelous Mrs. Maisel e o prime video liberou três episódios. Após uma conversa franca com Lenny Bruce (Luke Kirby) no fim da temporada passada, Midge ( Rachel Brosnahan) é obrigada a encarar os fatos, entretanto é tarde demais para voltar atrás e abrir o show de Tony Bennet. Esse é o ponto em que ela percebe que precisa voltar a se mover se realmente deseja prosseguir e ser bem sucedida em sua carreira como comediante. A temporada já começa com uma cena de 1981, de uma garota em uma espécie de terapia, essa garota o roteiro não deixa claro quem é, mas tudo indica ser a filha de Midge porque no segundo episódio vemos uma espécie de documentário onde essa mesma garota ou uma muito parecida com ela está dando entrevista sobre como é ser a filha de Midge Maisel. Eu acho que essas cenas do futuro são muito boas e dá até um aperto no coração de saber que o roteiro está fazendo isso propositalmente para conseguir encerrar ...

DICA DA SEMANA: Modern Love (Sem spoilers)

Gente, pensem numa série gostosa de assistir? Para quem curte e é fã de filmes na estrutura de Idas e vindas do amor, Simplesmente amor e Noite de ano novo vai gamar e se apaixonar pelas histórias.

Dirigida por John Carney (Apenas uma vez) e liberada no dia 18 de Outubro de 2019, a série é um compilado de oito episódios. Cada um nos traz uma história diferente relacionada a amor e todas se passam em Nova York. Inclusive tratam-se de histórias reais publicadas em uma coluna semanal da New York times, chamada Amor moderno.

No elenco temos alguns dos meus nomes prediletos como Tina Fey, Dev Patel, Anne Hathaway, Andrew Scott, etc…

Vamos às pequenas análises dos episódios:

1. Quando o porteiro é o seu melhor homem.

O compilado começa com a excêntrica relação de uma jovem solteira e solitária Mag Mitchell (Cristin Milioti - Year of the Carnivore) com o seu porteiro Guzmin (Lawrence Possa – O ultimato Bourne) que cuida dela, agindo como porteiro, guarda-costas e figura paterna.

À princípio me senti um pouco incomodado com a maneira em que o Guzmin se intromete na vida da Mag, dando conselhos amorosos e a perseguindo pela cidade, afinal, ele é só um porteiro, mas ao longo do episódio a relação deles foi me parecendo tão sincera, sabe? É um amor real e ela escuta ele por realmente confiar nele, existe algo sólido entre ambos.

2. Quando o cupido é uma jornalista curiosa.

Um criador de um app de relacionamentos chamado Joshua (Dev Patel – Quem quer ser um milionário) ao ser entrevistado pela jornalista Julie (Catherine Keener – Corra!) é questionado se já foi apaixonado por alguém, pego de surpresa por ela ser a primeira pessoa a lhe fazer essa pergunta, ele abre o seu coração e então a história de ambos se inicia, ele contando sobre a mulher que ama e com quem a relação não deu certo e ela, por sua vez, também se abrindo sobre o desencontro com um antigo e verdadeiro amor.

A história é dinâmica e o fato de uma simples entrevista ter virado uma sessão de "vou abrir o meu coração" me pareceu muito sedutora me remetendo a histórias como o Diário de uma paixão, (me chamem de louco, mas me remeteu). Eu gosto muito da interação dos personagens e as suas histórias são interessantes e muito fáceis de se identificar.

 3. Me aceita como eu sou, quem quer que eu seja.

Protagonizado por Anne Hathaway (Os miseráveis) no papel de Lexi uma jovem advogada com transtorno de personalidade bipolar e que nunca consegue realmente se relacionar com ninguém, a história retrata o lado difícil de uma doença mental e como é conviver com alguém nestas condições.

Ressaltemos a sua atuação porque essa é a grande cereja do bolo. Depois de Os miseráveis (2012) e O casamento de Rachel (2008) se essa não é a melhor interpretação de Hathaway eu não sei qual é. A história é muito bem construída e fiel ao nos mostrar a vida amorosa, profissional e pessoal de vítimas desse transtorno. Amo o contraste de suas feições e como ela consegue transparecer bem a mudança repentina de humor, ela definitivamente é duas pessoas em uma.

4. Renovando para manter o jogo vivo.

Tina Fey (Saturday Night Live) e Dennis (John Slattery – Mad Men) são Sarah  e Dennis, um casal de meia idade que vivem uma crise em seu casamento, ambos estão ótimos, cumprem muito bem os seus papéis com humor, graça e leveza.

Fazendo terapia de casal para verem se conseguem dar um jeito na relação desgastada, eles possuem dois filhos e vivem num caos de brigas desnecessárias e toscas

De todos os episódios eu achei o mais fraco e previsível, isso não quer dizer que eu não curti, só acho esse tema de casais em crise um pouco batido. Ver Tina é sempre um grande prazer de todo jeito.

5. No hospital, um interlúdio de clareza. 

Rob (John Gallagher Jr. – The Newsroom) é um rapaz que acaba de conhecer uma jovem sedutora Yasmine (Sofia Boutella – A múmia), no primeiro encontro ele sofre um acidente e é obrigado a ficar internado, o com que ele não contava é que Sofia fosse realmente ficar ao seu lado.

Eu amo essa coisa de casais improváveis, sabe? E acho que Rob e Yamine se encaixam perfeitamente nesta designação, ele todo nerdão e inseguro e ela o tipo de mulher que todos os homens olham quando passa. Sim, um quase clichê de ensino médio! Para mim a história mais gostosa de se assistir de todas elas.

6. Então ele parecia um pai, e era só um jantar, não é?

A história de Maddy (Julia Garner - Ozark), depois da história do porteiro é a mais peculiar, o que para mim já ganha uns mil pontos positivos. Ao trabalhar com um homem mais velho Peter (Shea Whigham - Boardwalk Empire: O Império do Contrabando) ela começa a se envolver com ele, seduzi-lo, o que ele não sabe é que na verdade Maddy o vê como o pai que nunca teve.

Impossível se manter neutro em relação a esse episódio, muita coisa tá rolando simultaneamente. De um lado Maddy está compreendendo a relação de um jeito enquanto de outro Peter entra fundo em outra que nem chega perto à situação real, e você fica no meio, aguardando ansioso o desfecho de toda essa confusão! Dinheiro não paga!

7. Um mundo só pra ela.

O episódio mostra as dificuldades que um casal gay, Tobin (Andrew Scott - Fleabag) e Jeff (Gary Carr – Downton Abbey), passa ao adotar um bebê e a relação deles com a mãe da criança, Karla (Olívia Cooke – Bates Motel). O amor nesse episódio é o mais puro que existe e vem de uma fonte linda que é o nascimento de uma criança na vida de três pessoas. De um lado temos a Karla que é uma mulher comunista, rebelde e descomprometida, do outro o controlador Tobin e seu marido Jeff. Dois pólos de uma mesma moeda, as divergências entre a mãe biológica e os pais adotivos é o verdadeiro atrativo deste episódio e as atuações de Scott e Cooke são espetaculares, não preciso dizer que amo o episódio né?

8. A corrida fica mais gostosa na volta final.

No episódio final, somos apresentados a um tipo tabu de amor, um que muitos menosprezam e ridicularizam, mas que é tão tangível quanto qualquer outro, o amor na terceira idade. Margot (Jane Alexander) é uma senhora viúva que faz parte de um grupo de corrida, certa manhã conhece Kenji (James Saito) e é amor à primeira vista. O interessante deste episódio é que ele tem uma sensibilidade e perspicácia gigantesca ao nos descrever o processo e desenvolvimento de uma relação na terceira idade, o quão ambiguamente maduro e imaturo, novo e velho, conhecido e desconhecido é essa sensação para ambos. Nos fazendo questionar, o amor maduro é o mais sincero de todos? Esse também é o episódio em que todas as histórias se interligam, e a cena de Margot andando pela cidade embaixo da chuva no desfecho, conectando tudo o que vimos ao longo desses oito episódios é lindo e poético.

A abertura da série também é bem divertida nos mostrando imagens e fotografias reais das mais variadas formas de se amar. A segunda temporada está confirmada, contudo ainda não existe uma data exata.

Produzida e disponível no serviço de streaming Prime Video da Amazon, Modern Love consolida-se como uma série divertida e leve para quando vocês estiverem num dia de chuva, sem ter muito o que fazer ou de repente num dia em que nada tá indo muito bem e você quer dar uma descontraída.

Se já assistiram me digam o que acharam, se não viram me diga as suas expectativas e se ficaram interessados, deixem o seu comentário! 

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