Gente, pensem numa série gostosa de assistir? Para quem
curte e é fã de filmes na estrutura de Idas e vindas do amor, Simplesmente amor
e Noite de ano novo vai gamar e se apaixonar pelas histórias.
Dirigida por John Carney (Apenas uma vez) e liberada no
dia 18 de Outubro de 2019, a série é um compilado de oito episódios. Cada um nos traz
uma história diferente relacionada a amor e todas se passam em Nova York.
Inclusive tratam-se de histórias reais publicadas em uma coluna semanal da New
York times, chamada Amor moderno.
No elenco temos alguns dos meus nomes prediletos como Tina Fey,
Dev Patel, Anne Hathaway, Andrew Scott, etc…
Vamos às pequenas análises dos episódios:
1. Quando o porteiro é o seu melhor homem.
O compilado começa com a excêntrica relação de uma jovem solteira e
solitária Mag Mitchell (Cristin Milioti - Year
of the Carnivore) com o seu porteiro Guzmin (Lawrence Possa – O ultimato
Bourne) que cuida dela, agindo como porteiro, guarda-costas e figura paterna.
À princípio me senti um pouco incomodado com a maneira em que o
Guzmin se intromete na vida da Mag, dando conselhos amorosos e a perseguindo
pela cidade, afinal, ele é só um porteiro, mas ao longo do episódio a relação
deles foi me parecendo tão sincera, sabe? É um amor real e ela escuta ele por
realmente confiar nele, existe algo sólido entre ambos.
2. Quando o cupido é uma jornalista curiosa.
Um criador de um app de relacionamentos chamado Joshua (Dev Patel
– Quem quer ser um milionário) ao ser entrevistado pela jornalista Julie
(Catherine Keener – Corra!) é questionado se já foi apaixonado por alguém, pego
de surpresa por ela ser a primeira pessoa a lhe fazer essa pergunta, ele abre o
seu coração e então a história de ambos se inicia, ele contando sobre a mulher
que ama e com quem a relação não deu certo e ela, por sua vez, também se
abrindo sobre o desencontro com um antigo e verdadeiro amor.
A história é dinâmica e o fato de uma simples entrevista ter
virado uma sessão de "vou abrir o meu coração" me pareceu muito
sedutora me remetendo a histórias como o Diário de uma paixão, (me chamem de
louco, mas me remeteu). Eu gosto muito da interação dos personagens e as suas
histórias são interessantes e muito fáceis de se identificar.
3. Me aceita como eu sou, quem quer que eu seja.
Protagonizado por Anne Hathaway (Os miseráveis) no papel de
Lexi uma jovem advogada com transtorno de personalidade bipolar e que nunca consegue
realmente se relacionar com ninguém, a história retrata o lado difícil de uma
doença mental e como é conviver com alguém nestas condições.
Ressaltemos a sua atuação porque essa é a grande cereja do
bolo. Depois de Os miseráveis (2012) e O casamento de Rachel (2008) se essa não
é a melhor interpretação de Hathaway eu não sei qual é. A história é muito bem
construída e fiel ao nos mostrar a vida amorosa, profissional e pessoal de
vítimas desse transtorno. Amo o contraste de suas feições e como ela consegue
transparecer bem a mudança repentina de humor, ela definitivamente é duas
pessoas em uma.
4. Renovando para manter o jogo vivo.
Tina Fey (Saturday Night Live) e Dennis (John Slattery – Mad
Men) são Sarah e Dennis, um casal de meia idade que vivem uma crise em seu casamento, ambos estão ótimos, cumprem muito bem os seus papéis com humor, graça e leveza.
Fazendo terapia de casal para verem se conseguem dar
um jeito na relação desgastada, eles possuem dois filhos e vivem num caos de
brigas desnecessárias e toscas
De todos os episódios eu achei o mais fraco e previsível, isso
não quer dizer que eu não curti, só acho esse tema de casais em crise um pouco
batido. Ver Tina é sempre um grande prazer de todo jeito.
5. No hospital, um interlúdio de clareza.
Rob (John
Gallagher Jr. – The Newsroom) é um rapaz que acaba de conhecer uma jovem
sedutora Yasmine (Sofia Boutella – A múmia), no primeiro encontro ele sofre um
acidente e é obrigado a ficar internado, o com que ele não contava é que Sofia
fosse realmente ficar ao seu lado.
Eu amo
essa coisa de casais improváveis, sabe? E acho que Rob e Yamine se encaixam
perfeitamente nesta designação, ele todo nerdão e inseguro e ela o tipo de
mulher que todos os homens olham quando passa. Sim, um quase clichê de ensino
médio! Para mim a história mais gostosa de se assistir de todas elas.
6. Então ele
parecia um pai, e era só um jantar, não é?
A
história de Maddy (Julia Garner - Ozark), depois da história do porteiro é a mais
peculiar, o que para mim já ganha uns mil pontos positivos. Ao trabalhar com um
homem mais velho Peter (Shea Whigham - Boardwalk Empire: O Império do
Contrabando) ela começa a se envolver com ele, seduzi-lo, o que ele não sabe é
que na verdade Maddy o vê como o pai que nunca teve.
Impossível
se manter neutro em relação a esse episódio, muita coisa tá rolando
simultaneamente. De um lado Maddy está compreendendo a relação de um jeito enquanto de outro Peter entra fundo em outra que nem chega perto à situação real, e você fica no meio, aguardando ansioso o desfecho
de toda essa confusão! Dinheiro não paga!
7. Um mundo
só pra ela.
O
episódio mostra as dificuldades que um casal gay, Tobin (Andrew Scott - Fleabag)
e Jeff (Gary Carr – Downton Abbey), passa ao adotar um bebê e a relação deles
com a mãe da criança, Karla (Olívia Cooke – Bates Motel). O amor nesse episódio é o
mais puro que existe e vem de uma fonte linda que é o nascimento de uma criança
na vida de três pessoas. De um lado temos a Karla que é uma mulher comunista, rebelde e
descomprometida, do outro o controlador Tobin e seu marido Jeff. Dois pólos de
uma mesma moeda, as divergências entre a mãe biológica e os pais adotivos é o
verdadeiro atrativo deste episódio e as atuações de Scott e Cooke são espetaculares,
não preciso dizer que amo o episódio né?
8. A corrida fica mais gostosa na volta final.
No
episódio final, somos apresentados a um tipo tabu de amor, um que muitos
menosprezam e ridicularizam, mas que é tão tangível quanto qualquer outro, o
amor na terceira idade. Margot (Jane Alexander) é uma senhora viúva que faz
parte de um grupo de corrida, certa manhã conhece Kenji (James Saito) e é amor
à primeira vista. O interessante deste episódio é que ele tem uma sensibilidade
e perspicácia gigantesca ao nos descrever o processo e desenvolvimento de uma
relação na terceira idade, o quão ambiguamente maduro e imaturo, novo e velho,
conhecido e desconhecido é essa sensação para ambos. Nos fazendo questionar, o
amor maduro é o mais sincero de todos? Esse também é o episódio em que todas as
histórias se interligam, e a cena de Margot andando pela cidade embaixo da
chuva no desfecho, conectando tudo o que vimos ao longo desses oito episódios é
lindo e poético.
A
abertura da série também é bem divertida nos mostrando imagens e fotografias reais
das mais variadas formas de se amar. A segunda temporada está confirmada,
contudo ainda não existe uma data exata.
Produzida
e disponível no serviço de streaming Prime Video da Amazon, Modern Love consolida-se como
uma série divertida e leve para quando vocês estiverem num dia de chuva, sem
ter muito o que fazer ou de repente num dia em que nada tá indo muito bem e você
quer dar uma descontraída.
Se já assistiram me digam o que acharam, se não viram me diga as suas expectativas e se ficaram interessados, deixem o seu comentário!
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