Primeiras impressões - Estreia 5ª temporada de The Marvelous Mrs. Maisel

  Dia 14 de Abril, estreou a quinta e última temporada de The Marvelous Mrs. Maisel e o prime video liberou três episódios. Após uma conversa franca com Lenny Bruce (Luke Kirby) no fim da temporada passada, Midge ( Rachel Brosnahan) é obrigada a encarar os fatos, entretanto é tarde demais para voltar atrás e abrir o show de Tony Bennet. Esse é o ponto em que ela percebe que precisa voltar a se mover se realmente deseja prosseguir e ser bem sucedida em sua carreira como comediante. A temporada já começa com uma cena de 1981, de uma garota em uma espécie de terapia, essa garota o roteiro não deixa claro quem é, mas tudo indica ser a filha de Midge porque no segundo episódio vemos uma espécie de documentário onde essa mesma garota ou uma muito parecida com ela está dando entrevista sobre como é ser a filha de Midge Maisel. Eu acho que essas cenas do futuro são muito boas e dá até um aperto no coração de saber que o roteiro está fazendo isso propositalmente para conseguir encerrar ...

Crítica: The old guard


Há quem almeje a imortalidade, a pedra filosofal, o elixir da vida eterna. Alguns para explorarem o mundo e suas maravilhas, outros para se sentirem fortes e invencíveis. Há quem queira dar um de super herói, salvar o mundo e lutar contra injustiças, mas até que ponto a imortalidade realmente é uma benção, até que ponto viveremos em paz sabendo que começos, meio e fins são reais, mas não em nossa existência? Até que ponto estamos dispostos a deixar tudo o que amamos para trás para vivermos na eternidade sem essas mesmas coisas? Com uma produção promissora e nomes importantes, The old guard é a nova grande jogada e aposta da Netflix.

Baseado na homônima série em quadrinhos de Rucka e Leandro Fernández, a história nos apresenta a um grupo de quatro soldados imortais que são responsáveis por guardar a terra de todo o mal há muitos séculos, entretanto em uma de suas missões descobrem que foram usados pela CIA e que precisam se esconder, tarefa que fica difícil ao descobrirem um quinto integrante.

No elenco temos grandes nomes como uma das minhas atrizes prediletas, Charlize Theron (Monster, Mad Max), Kiki Layne (Se a rua Beale falasse), Matthias Schoenaerts (Longe deste insensato mundo), Marwan Kenzari (Aladdin), Luca Marinelli (A solidão dos números primos), Chiwetel Ejiofor (Doze anos de escravidão) e Harry Melling (o duda primo do Harry Potter rs).

Dirigido por Gina Prince-Bythewood também responsável por projetos como A vida secreta das abelhas e roteirizado por Greg Rucka (escritor de HQs) o filme chegou com tudo na plataforma de streaming entrando no top 10 logo que foi lançado, no dia 10 de Julho.   

A sinopse é realmente apreciativa, o trailer nem se fale, entretanto com um projeto tão gigantesco como esse fica difícil não criarmos grandes expectativas. Seja dito de passagem que expectativa é uma palavra que define bem o sentimento quando falamos desse longa e nem tanto por motivos pessoais, desde o seu início, a história nos prepara para algo grandioso, existe uma tensão no ar que só filmes hollywoodianos de ação possuem, locações em outros países, reencontro de grandes soldados para um bem maior, elementos que fazem nossas cabeças pirarem, todavia infelizmente não é bem isso o que acontece.

O filme cumpre bem a sua parte de introduzir os personagens, claro que pelo fato de se tratar de seres antigos, poderiam ter caprichado mais ao nos levarem aos respectivos momentos em que cada um virou imortal, seria mágico e enriqueceria o filme com cenas medievais, de guerra, dos povos antigos, como ocorreu em pequenos flashbacks de Andy (Chalize Theron), esse é um artifício introdutório que eu acho muito legal, porém ao aceitarem a missão da “Cia” e ao desenrolar do primeiro ato entendemos bem o que eles são.

As atuações estão muito boas como não poderia ser diferente, todos fizeram a sua parte brilhantemente. Tiveram alguns momentos em que percebi o enquadramento das cenas meio desfocado do objeto principal, principalmente no comecinho do filme, mas nada que prejudique a história. A fotografia é limpa e linda, não poderia esperar diferente vindo de uma produção original Netflix.

O que me incomodou de verdade foi o comodismo em não se arriscarem, o roteiro é bem linear e ritmado, tem um timing legal para as brigas, e de fácil compreensão, no entanto quando chega o terceiro ato, como telespectador eu me vi inconscientemente ansiando por algo maior, algo que fosse à altura de seus personagens multicentenários e o clímax por mais legal que fosse não me entregou isso.

Poderiam ter escalado mais atores para lutar contra os mocinhos, um vilão mais impactante é outro ponto que teria ajudado, querendo ou não, a escalação de Harry Melling como Steven Merrik, um CEO de uma empresa laboratorial de remédios que procura o segredo da imortalidade e seqüestra dois integrantes do grupo não é a mais aterrorizante das opções, não para soldados super especiais. Uma locação mais aberta possibilitando cenas mais abrangentes e movimentos expansivos teria sido uma boa decisão também, sim, eu queria exagero e extravagância, tudo aquilo que fãs de ação gostam! Estou no meu direito rs...

Em síntese, The old guard é um bom filme, um pouco preguiçoso admito, que promete muito e não entrega tudo o que queremos, mas que também traz significados muito profundos sobre vida, morte e imortalidade.

Ficou coisa em aberto e em entrevista recente ao site Collider a diretora Gina Prince-Bythewood alegou que ela e o roteirista Greg Rucka têm o interesse em prosseguirem com a história e que possuem material para uma trilogia, contudo até o presente momento nada foi confirmado.

Eu quero ver mais desses personagens e vocês, o que acharam do filme? Algo a ressaltar? Deixem o seu comentário!

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