A terceira e mais atual temporada dessa trama, que eu amo, nos proporciona ainda mais aventuras e ambientes
inexplorados por parte dos personagens. Uma turnê iniciada na segunda temporada
ganha mais vida e consistência nesse terceiro ano e muito disso se deve
ao convite feito pelo cantor Shy Baldwin, interpretado por Leroy McClain (The
happy Sad), para que Miriam (Rachel Brosnahan) possa abrir as suas apresentações ao redor do
país.
Abrangente é um bom adjetivo para descrever esse momento pelo qual a série está passando, entretanto às vezes a abrangência passa a ser alarmante. Notei que existe uma certa inconsistência de intuito em relação ao enredo, pois
se em alguns pontos a história pretende caminhar para a frente em outros ela
peca por ser redundante. Como nos momentos em que os
Weissman passam por uma nova crise, desta vez ocasionada por Abe (Tony Shalhoub) ao largar o
emprego e querer retornar à vida de jovem, rebelde e revolucionário comunista.
Não me levem à mal, ele é o meu personagem predileto, eu amo vê-lo querer
mudar, entretanto essa crise, para mim remeteu muito à crise de Rose (Marim Hinkle) na segunda
temporada. Sabe, aquela coisa de querer largar tudo? Então, mesma forma,
receita diferente.
A única coisa boa oriunda desse lapso de loucura do Abe é fato de ter estreitado a relação sinuosa dos Weissman e Maisels, vê-los juntos sempre me traz boas risadas e sob o mesmo teto nessa temporada, compartilhando tudo e tendo uns que aturar os outros, não teve preço.
Foi muito bom ver a Midge explorar novos
horizontes. A comicidade do início permanece intacta, a química entre ela e Susie à todo
vapor. O núcleo de Susie (Alex Borstein) curiosamente se torna o mais interessante da temporada
para mim, tanto a sua vida profissional quanto a pessoal nos poucos momentos em
que ela está em casa lidando com Jackie interpretado por Brian Tarantina
(Gilmore Girls) em seu próprio apartamento ou tendo que lidar com os irmãos. Ao
retratar a dualidade e dificuldade que empresários enfrentam ao agenciarem
pessoas diferentes, com ideias e pensamentos diferentes, ver Susie tendo que
lidar com novos clientes e associados foi um momento apetitoso para mim.
A gafe que Midge comete no final da temporada e a repercussão que isso tomou é compreensível tendo em vista a época em que a história é retratada, uma palavra errada, uma expressão ambígua pode sim lhe custar o seu emprego. Ela e Joel assinando os papéis do divórcio deu uma dorzinha no meu coração, não serei hipócrita, mesmo depois de tudo eu ainda consigo gostar dele (e ela também).
Falando em Joel, amo a interação dele com Miriam quando ele a visita em Las Vegas e o que rola entre os dois, sem palavras. Em contrapartida a relação dele com Mei Lin (Stephanie Hsu) não me convence, nem na atuação, nem na história, não existe química entre o casal.
Depois de três anos eu ainda estou tentando entender a importância de Lenny Bruce para a série, ele aparece esporadicamente desde a primeira temporada, fica num chove e não molha com a protagonista e mesmo quase tirando uma casquinha dela nessa também nada acontece, será um presságio para ele desistir dela?
O retorno de Jane Lynch fez meu coração pulsar rs… Ela, ou
melhor, Sophie Lennon, dessa vez como a nova cliente de Susie prova que existe
sim mais para ser extraído dessa personagem tão complexa e controversa.
Destaque da temporada: Shirley continue chamando o Ethan, os
vizinhos agradecem! A Susie aprendendo a nadar foi outro ponto alto e Sophie
Lennon mais uma vez, extrapolando e se preparando para a sua peça de um jeito,
digamos que….. sexual demais.
A quarta temporada de The Marvelous Mrs. Maisel já está confirmada para esse ano e todas as outras estão disponíveis no Prime video.
Comentários
Postar um comentário