Menos compacta que a primeira temporada, dessa vez com dez
episódios, a segunda temporada traz um material tão bom quanto
o da primeira.
Ao colocarem Midge (Rachel Brosnahan) em uma situação de vítima de um golpe, o final da temporada passada nos revela que na comédia, assim como na vida normal, todos somos alvos de grandes injustiças, mas como uma boa série de comédia não há intempérie que não possa ser superada.
Nessa segunda parte os roteiristas quiseram sair da zona de conforto, mudar de ares, o que é muito
bom, porém confesso me deixou um pouco preocupado. No momento em que os
personagens vão para Catskill e passam três episódios inteiros lá (episódios 4, 5 e 6) eu
pensei, isso pode dar muito certo ou muito errado, afinal de contas os elementos cruciais da série estão todos em Nova York desde o piloto.
Esse tipo de artifício geralmente é muito utilizado para dar uma descontraída e aliviada em séries durante um ou dois episódios no máximo, nunca passam disso por segurança, mas com um bom jogo de cintura conseguiram mais uma vez me surpreender. Desde o
momento em que a Susie (Alex Borstein) deu um jeito de perseguir a sua cliente, afinal, a dupla
dinâmica não poderia se distanciar, até o ponto em que a série traz novas
possibilidades amorosas aos divorciados, explora a religião judaica de uma
maneira leve, descontraída e amplia ainda mais o panorama profissional da personagem, a
fazendo caminhar gradativamente ao seu destino tão ambicionada, o show business.
Essa temporada traz um amadurecimento torrencial dos
personagens, principalmente por parte dos Weissman, que logo no primeiro
episódio estão "separados" ocasionado por um breve colapso, ou seria
epifania? Por parte de Rose (Marin Hinkle), mãe de Miriam. Levantando uma boa questão, uma
questão que todos deveríamos nos fazer de vez em quando, estamos valorizando
nossas mães/esposas da maneira que deveriam ser valorizadas? De qualquer
maneira, obrigado Rose, os episódios em Paris foram uma delícia! Sem dizer que
a série pode se dividir entre AP-DP, antes Paris e depois de Paris, tamanho é o
crescimento dos Weissman.
Temos é claro que comentar sobre a participação de Zachary Levi
(Chuck, Shazam!), sempre encantador. E segundo e não menos importante Jane
Lynch, a eterna Sue Silvester de Glee, que interpreta a odiosa e mal amada Sophie Lennon. Ela apareceu de forma efêmera ainda na primeira temporada de Mrs. Maisel,
entretanto ganha um maior destaque na segunda , inclusive ganhando o troféu de melhor atriz convidada em série de comédia no Emmy do ano passado (2019), tamanho é o calor de sua presença.
Havia me esquecido de sua participação e quando me deparei com ela na primeira
temporada além de ter ficado nostálgico por causa de Glee também fiquei satisfeito
por mais um nome tão importante fazer parte do projeto, o único defeito dela é
que ela é apenas uma personagem secundária.
O destaque da temporada para mim vai para um momento um tanto
quanto constrangedor, o discurso de Midge no casamento de Mary, interpretada
pela Erin Darke, se você assistiu vai me entender! Rs… Ah é e o chorinho da
Sophie Lennon no Teleton também, teria como ser diferente?
Já assisti a terceira temporada e aguardem as próximas análises.
The Marvelous Mrs. Maisel é uma série original Prime Video.
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