Dirigido por Fábio Farias (Um lugar para ser feliz - 2015),
o novo filme disponibilizado pela Netflix já é um grande sucesso e está no top
10 dos filmes mais vistos na plataforma de streaming. No elenco temos nomes
como a ex-apresentadora infantil Priscilla Alcântara, e muitos outros que fazem
parte da indústria fonográfica gospel, como Lu Alone,
Gabriel Barreto, Samuel Araújo, Lilo Atalaia e Filipe Lancaster.
O longa catarinense é uma produção
original do grupo Red, criado em Joinville há mais de dez anos e que promove
aulas, palestras e peças teatrais baseadas na religião cristã.
Filmado com baixo orçamento, a
história nos traz uma banda gospel de universitários que decide participar de
um festival, entretanto o vocalista sai da banda os deixando um grande dilema,
quem poderia substituí-lo? É aí que entra a estilosa e rebelde Jeni (Priscilla
Alcântara) que é a luz no fim do túnel e última esperança para a banda conseguir
se sobressair e vencer o festival que vale uma bolsa de estudos.
A qualidade da fotografia do filme
é muito boa, as imagens são lindas e deslumbrantes. O tom solar é delicioso de
se ver. As locações foram variadas e intercalam entre cenas gravadas no Colégio
Elias Moreira, para ser a universidade e cenas gravadas em Florianópoles e Penha,
sendo que a história se passa em uma cidade fictícia litorânea.
Quando comecei a ver o filme eu
não esperava muita coisa, mas devo admitir que a história e os engraçados e
dinâmicos personagens foram me conquistando. O elenco cumpre bem o papel,
contudo o destaque para mim vai para o apaixonado Gabriel (Samuel Araújo) que
brilhou como um dos alívios cômicos do filme, apresentando um ótimo timing para
suas piadas. Priscilla como Jeni é outra que me surpreendeu demais, pois os seus
dotes musicais e de apresentadora já eram muito apreciados por mim e como atriz
não deixou nada a desejar, seja rindo, seja chorando, ela me convenceu do
começo ao fim e chegou no final eu nem me lembrava mais daquela mocinha do
Playstation. O protagonista Bruno (Filipe Lancaster) por outro lado nos trouxe
um outro tom para a história, um drama que não convenceu muito, um problema que
não foi de atuação e sim de roteiro mesmo.
A história nos últimos minutos sai
totalmente daquilo que eles vieram nos preparando e não chegou a ser um plot
twist em si, foi mais para um, precisamos dramatizar a história que estava
caminhando muito bem até o momento. A escolha foi duvidosa, mas mesmo assim não
estragou o filme para mim. Posteriormente a esse momento chave de alteração de
tom no enredo existe uma obviedade grande de acontecimentos, mas nada agravante
e que prejudicasse o meu interesse pela história.
Gosto muito do jeito sutil em que
a religião é retratada e desenvolvida pelo roteiro, não existe imposição,
apenas salvação. Isso é bom para o público mais neutro religiosamente, ou para
o que de repente segue outras crenças que não estejam relacionadas ao
cristianismo.
Simples, rápido e sem muitos
rodeios, o longa é um bom drama adolescente de sessão da tarde, com muitos
valores, reflexões e ensinamentos relacionados à fé, religião, amizade e amor.
A única coisa que eu mudaria seria
o jeito conclusivo demais com que encerraram cada uma das histórias de seus
personagens, como se nunca precisassem utilizá-los novamente e isso me
preocupa, pois pode não ser verdade. Não depois que está explodindo na Netflix,
sabemos que essa plataforma ama ressuscitar obras canceladas e encerradas de
estúdios alheios com possíveis sequências. Eu não duvidaria se daqui dois ou
três meses viesse um comunicado por parte deles anunciando uma possível
continuação. Na verdade, como bom amante de filmes joviais e adolescentes, eu
adoraria! Rs...
Mas e vocês, deixem o seu
comentário, o que acharam do filme?
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