Primeiras impressões - Estreia 5ª temporada de The Marvelous Mrs. Maisel

  Dia 14 de Abril, estreou a quinta e última temporada de The Marvelous Mrs. Maisel e o prime video liberou três episódios. Após uma conversa franca com Lenny Bruce (Luke Kirby) no fim da temporada passada, Midge ( Rachel Brosnahan) é obrigada a encarar os fatos, entretanto é tarde demais para voltar atrás e abrir o show de Tony Bennet. Esse é o ponto em que ela percebe que precisa voltar a se mover se realmente deseja prosseguir e ser bem sucedida em sua carreira como comediante. A temporada já começa com uma cena de 1981, de uma garota em uma espécie de terapia, essa garota o roteiro não deixa claro quem é, mas tudo indica ser a filha de Midge porque no segundo episódio vemos uma espécie de documentário onde essa mesma garota ou uma muito parecida com ela está dando entrevista sobre como é ser a filha de Midge Maisel. Eu acho que essas cenas do futuro são muito boas e dá até um aperto no coração de saber que o roteiro está fazendo isso propositalmente para conseguir encerrar ...

Crítica - Quando o sol se põe (sem spoilers)

Dirigido por Fábio Farias (Um lugar para ser feliz - 2015), o novo filme disponibilizado pela Netflix já é um grande sucesso e está no top 10 dos filmes mais vistos na plataforma de streaming. No elenco temos nomes como a ex-apresentadora infantil Priscilla Alcântara, e muitos outros que fazem parte da indústria fonográfica gospel, como Lu Alone, Gabriel Barreto, Samuel Araújo, Lilo Atalaia e Filipe Lancaster.

O longa catarinense é uma produção original do grupo Red, criado em Joinville há mais de dez anos e que promove aulas, palestras e peças teatrais baseadas na religião cristã.

Filmado com baixo orçamento, a história nos traz uma banda gospel de universitários que decide participar de um festival, entretanto o vocalista sai da banda os deixando um grande dilema, quem poderia substituí-lo? É aí que entra a estilosa e rebelde Jeni (Priscilla Alcântara) que é a luz no fim do túnel e última esperança para a banda conseguir se sobressair e vencer o festival que vale uma bolsa de estudos.

A qualidade da fotografia do filme é muito boa, as imagens são lindas e deslumbrantes. O tom solar é delicioso de se ver. As locações foram variadas e intercalam entre cenas gravadas no Colégio Elias Moreira, para ser a universidade e cenas gravadas em Florianópoles e Penha, sendo que a história se passa em uma cidade fictícia litorânea.

Quando comecei a ver o filme eu não esperava muita coisa, mas devo admitir que a história e os engraçados e dinâmicos personagens foram me conquistando. O elenco cumpre bem o papel, contudo o destaque para mim vai para o apaixonado Gabriel (Samuel Araújo) que brilhou como um dos alívios cômicos do filme, apresentando um ótimo timing para suas piadas. Priscilla como Jeni é outra que me surpreendeu demais, pois os seus dotes musicais e de apresentadora já eram muito apreciados por mim e como atriz não deixou nada a desejar, seja rindo, seja chorando, ela me convenceu do começo ao fim e chegou no final eu nem me lembrava mais daquela mocinha do Playstation. O protagonista Bruno (Filipe Lancaster) por outro lado nos trouxe um outro tom para a história, um drama que não convenceu muito, um problema que não foi de atuação e sim de roteiro mesmo.

A história nos últimos minutos sai totalmente daquilo que eles vieram nos preparando e não chegou a ser um plot twist em si, foi mais para um, precisamos dramatizar a história que estava caminhando muito bem até o momento. A escolha foi duvidosa, mas mesmo assim não estragou o filme para mim. Posteriormente a esse momento chave de alteração de tom no enredo existe uma obviedade grande de acontecimentos, mas nada agravante e que prejudicasse o meu interesse pela história.

Gosto muito do jeito sutil em que a religião é retratada e desenvolvida pelo roteiro, não existe imposição, apenas salvação. Isso é bom para o público mais neutro religiosamente, ou para o que de repente segue outras crenças que não estejam relacionadas ao cristianismo.  

Simples, rápido e sem muitos rodeios, o longa é um bom drama adolescente de sessão da tarde, com muitos valores, reflexões e ensinamentos relacionados à fé, religião, amizade e amor.

A única coisa que eu mudaria seria o jeito conclusivo demais com que encerraram cada uma das histórias de seus personagens, como se nunca precisassem utilizá-los novamente e isso me preocupa, pois pode não ser verdade. Não depois que está explodindo na Netflix, sabemos que essa plataforma ama ressuscitar obras canceladas e encerradas de estúdios alheios com possíveis sequências. Eu não duvidaria se daqui dois ou três meses viesse um comunicado por parte deles anunciando uma possível continuação. Na verdade, como bom amante de filmes joviais e adolescentes, eu adoraria! Rs...

Mas e vocês, deixem o seu comentário, o que acharam do filme?

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