Primeiras impressões - Estreia 5ª temporada de The Marvelous Mrs. Maisel

  Dia 14 de Abril, estreou a quinta e última temporada de The Marvelous Mrs. Maisel e o prime video liberou três episódios. Após uma conversa franca com Lenny Bruce (Luke Kirby) no fim da temporada passada, Midge ( Rachel Brosnahan) é obrigada a encarar os fatos, entretanto é tarde demais para voltar atrás e abrir o show de Tony Bennet. Esse é o ponto em que ela percebe que precisa voltar a se mover se realmente deseja prosseguir e ser bem sucedida em sua carreira como comediante. A temporada já começa com uma cena de 1981, de uma garota em uma espécie de terapia, essa garota o roteiro não deixa claro quem é, mas tudo indica ser a filha de Midge porque no segundo episódio vemos uma espécie de documentário onde essa mesma garota ou uma muito parecida com ela está dando entrevista sobre como é ser a filha de Midge Maisel. Eu acho que essas cenas do futuro são muito boas e dá até um aperto no coração de saber que o roteiro está fazendo isso propositalmente para conseguir encerrar ...

Análise crítica: A barraca do beijo 2

Com um nível maior de conteúdo, bom humor e performances convincentes, uma das galinhas dos ovos de ouro da Netflix, A barraca do beijo, está de volta meu povo! Eu como amante de filmes deste perfil adolescente corri para assisti-lo assim que saiu.

Dirigido por Vince Marcello (também responsável pelo primeiro filme de 2018), e escrito por ele e Jay Arnold, essa nova aventura nos apresenta à vida pós barraca do beijo de Elle Evans (Joey King). Agora um ano mais velha, a moça é obrigada a ter que lidar com uma situação não muito legal, a ida de seu namorado Noah Flynn (Jacob Elordi) à universidade de Harvard.

Enquanto finaliza o último ano do ensino médio, Elle e Noah prometem para si mesmos que conseguirão prosseguir com o relacionamento mesmo separados fisicamente. Trazendo para nós, telespectadores, o primeiro questionamento, é possível manter uma relação à distância saudável e o mais importante, de maneira fiel?

Deixando a barraca de beijo um pouco de escanteio, essa segunda parte da história explora uma quantidade maior de núcleos que a da primeira trama, nos trazendo um material muito mais dinâmico, interativo e rico. Temos a amizade indestrutível de Elle com Lee que está afetando o namoro dele com Rachel (Meganne Young), a conflituosa relação à distância dela com Noah que é ameaçada pela amizade dele com Chloe, temos as partes de tensão sexual da protagonista com o aluno novo Marco, as cenas de ensaio para um concurso de dança, ela se preparando para fazer entrevistas para as universidades, enfim, diferente da primeira história que era muito limitada e se fechava apenas na barraca do beijo e na relação de Elle, seu melhor amigo e o amor de sua vida dessa vez encontramos um material mais completo e com movimento e consistência.

Vendo que as coisas podem ser mais complicadas que parecem, Elle repensa a sua relação à distância quando descobre que Noah tem uma nova melhor amiga, e aí entramos em um ponto redundante da história, mas que levantado de uma outra perspectiva me pareceu interessante de se ver, dessa vez Noah é o cara com uma melhor amiga, dessa vez é ela que tem que aprender a dividi-lo com alguém do jeito que ele foi obrigado a fazer no primeiro filme e colocá-la nesse lugar foi previsível, mas também interessante de se ver, pois é exatamente o que acontece com a maior parte dos relacionamentos, apenas um pode ter amiguinhos (as) enquanto o outro fica de mãos abanando.

Aliás, isso nos faz refletir sobre outro questionamento, é possível a existência da amizade entre um homem e uma mulher sem segundas intenções?

Percebi uma maturidade e profundidade maior ao lidar com uma história teen. Tanto no roteiro como nas atuações em si, Joey King, é um grande exemplo disso, após a sua indicação ao Emmy pela minissérie The Act (2019), é difícil olhá-la da mesma maneira crua e inocente que olhei quando vi o primeiro filme. O longa conseguiu arrancar gargalhadas de mim em algumas cenas, como a do começo em que ela está falando sobre Marco sem saber que o microfone do colégio está ligado ou a parte em que estão tendo uma gincana.

Esses jovens são promissores e devo conceder o bônus de atuação à protagonista, seu melhor amigo Lee Flynn (Joel Courtney) e uma das personagens novas que me chamou muito a atenção, a Chloe interpretada por Maisie Richardson-Sellers, em todas as cenas das quais participa a atriz nos passa uma leveza e naturalidade tão grande, que para mim essa mulher realmente existe na vida real. Outro que me chamou a atenção e faz parte do elenco novo é o latino e novo crush de Elle, Marco (Taylor Perez), não por causa da atuação, mas pelo fato do cara ser um multitalento, ele dança, canta, atua e seduz! Ô se seduz! Rs...

O público está divido entre team Noah e team Marco, e é aí que a graça começa, me remetendo a um tempo, não muito longínquo, onde tudo era muito dual. Tivemos team Jacob e team Edward, team Peeta e team Gale, essa nova geração também merece sentir essa dicotomia que nos dilacera por dentro rs...  

A produção é ótima, a fotografia limpa, cristalina e solar como o primeiro projeto.

Não é segredo para ninguém que gostei muito mais desse filme que do primeiro, sendo uma empreitada ousada, sequências são sempre arriscadas, eles trouxeram algo mais conciso, estruturado e completo, surpreendentemente vibrei com os acontecimentos e não revirei os olhos nenhuma vez, juro para vocês! 

Deixando um bom gancho para um terceiro filme, ainda não foi confirmado pela Netflix uma sequência, tudo dependerá dos resultados desse segundo, mas eu já quero para ontem! 

E vocês, assistiram ao filme? Pretendem assistir? Deixem o seu comentário! 

Comentários

  1. Oiii...Assisti e gostei, apesar de ser team Marco..rs Não sei explicar, mas Noah não me parece amar Lee, não sei se é a atuação do ator, porém desde o primeiro filme não senti este amor...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oii, olha, eu não sei, assim como a Elle eu também fico muito na dúvida rs... Mas acho que não trocaria o Noah pelo fato de já ter uma história com ele. Em relação à atuação realmente, ele não convence muito nesse papel, mas o ator é ok, já vi outros projetos com ele, o Noah que é fraco mesmo. rs...

      Excluir

Postar um comentário