Ao meio de tanta repercussão, ficou difícil não assistir a esse
tão polêmico filme. Devo confessar que eu estava esperando um filme bem pior do
que o que eu assisti. A maioria dos meus conhecidos detestaram o filme, por
isso eu tomei a decisão de assisti-lo apreensivo.
Inspirado no homônimo livro da escritora Blanka Lipińsk, a
história retrata um sequestro de uma jovem polonesa Laura Biel (Ana Maria
Sikluka) por um mafioso italiano dominador Don Massimo Torricelli (Michelle
Marrone).
Logo de cara me deparei com uma introdução meia boca,
bagunçada, vaga, tudo que se sabe sobre o mafioso é que ele é um mafioso que
perdeu o seu pai, por outro lado temos Laura, e com ela o roteiro cumpre um
papel um pouco melhor, existe, afinal uma apresentação da personagem, é tudo
muito efêmero, de fato, entretanto conseguimos entender que ela é uma mulher
infeliz em seu relacionamento e que levando isso em consideração já conseguimos
decifrar e traçar todo o resto da história em nossas cabeças.
A protagonista por si só é uma verdadeira contradição, trabalha
em uma empresa que está devendo dinheiro a Mássimo e tem sonhos eróticos com
ele, mas quando vem a calhar do mesmo sequestrá-la, de repente, ela perde completamente
todos os desejos por ele, do nada. Claro que não estou fazendo apologia ao
estupro e ela tem todo o direito de não querer, porém, como eu disse é sim
bastante contraditório. A maneira como Massimo se apaixona por ela é pior ainda,
ao ser baleado nos primeiros minutos do filme ele tem uma visão dela e sem
nunca tê-la visto, promete para si mesmo que a encontrará aonde quer que esteja.
A premissa do filme é ele conquistar a sua sequestrada em 365
dias, o que é mais contraditório ainda, tendo em vista o fato dela já estar
atraída por ele há algumas masturbações, mas tudo bem!
Em relação ao feminismo ou não feminismo do filme que está tão
em pauta, a única coisa que tenho a dizer é que Laura decidiu ficar e no fundo,
sempre quis isso.
As atuações são fracas e não vou nem colocar a culpa nos
atores, afinal a gente trabalha com o material que nos é fornecido.
O enredo é mal escrito, os acontecimentos são rápidos,
abruptos, sem muito fundamento, as soluções simplistas. Não existe um
aprofundamento e desenvolvimento plausível e organizado que nos convença das
razões pelas quais os personagens estão agindo desta ou daquela maneira, eles
simplesmente agem, agir é eufemismo, eles se provocam e fornicam.
E não me levem à mal, sexo nunca foi o problema, pelo
contrário, é um grande atrativo, quem não adora uma boa história ousada e
provocativa? Contudo o longa é um compilado de paisagens, música, festas e
sexo, paisagens, música, festas e sexo, e assim, repetidamente até o fim do
terceiro ato, não acrescenta nada, não nos passa nada.
Em dois pontos o filme me agradou muito, o primeiro é a sua
fotografia linda, uma paisagem mais exuberante e megalomaníaca que outra. Uma
iluminação solar, alegre, vibrante e intensa, fazendo alusão a intensidade do
filme, ou seria a tentativa de intensidade do filme? O outro ponto é a trilha
sonora muito bem escolhida e responsável por ter me mantido acordado.
O final é tão duvidoso
quanto o filme inteiro, porém, já foi confirmada uma sequência,
basta esperarmos que com todas essas críticas eles consigam se ajustar e nos
entregar um material de melhor qualidade, principalmente em relação à Mássimo,
que começou uma incógnita e terminou pior, não houve desenvolvimento algum de
personagem.
E vocês, me digam o que acharam?
Achei o final muito ruim ,mais como vc disse ,quem sabe na sequência tenhamos uma surpresa 😌
ResponderExcluirEstou na esperança viu.. rs...
ExcluirEsse filme me deixou muito irritada! Achei o roteiro muito nada a ver...personagens sem objetivos bons, romantização da síndrome de Estocolmo...muito problemático!
ResponderExcluirNós mulhere, ja temos problemas demais em relação a homens super abusivos e a Netflix resolve fazer um filme, maquiando esse tipo de coisa KKK ai senhor! Quando é pra se fazer um filme mais erótico, pro público feminino, sempre partem esse sentido: Uma mulher sequestrada, ou uma mulher submissa demais ao homem...
Com certeza Helô, uma desvantagem feminina! Rs...
ExcluirNossa Ro, parabéns vc explica muito bem. Tbm achei isso, e o final nossa nem se fala bjs
ResponderExcluirObrigado Val, de coração! ss22
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