Primeiras impressões - Estreia 5ª temporada de The Marvelous Mrs. Maisel

  Dia 14 de Abril, estreou a quinta e última temporada de The Marvelous Mrs. Maisel e o prime video liberou três episódios. Após uma conversa franca com Lenny Bruce (Luke Kirby) no fim da temporada passada, Midge ( Rachel Brosnahan) é obrigada a encarar os fatos, entretanto é tarde demais para voltar atrás e abrir o show de Tony Bennet. Esse é o ponto em que ela percebe que precisa voltar a se mover se realmente deseja prosseguir e ser bem sucedida em sua carreira como comediante. A temporada já começa com uma cena de 1981, de uma garota em uma espécie de terapia, essa garota o roteiro não deixa claro quem é, mas tudo indica ser a filha de Midge porque no segundo episódio vemos uma espécie de documentário onde essa mesma garota ou uma muito parecida com ela está dando entrevista sobre como é ser a filha de Midge Maisel. Eu acho que essas cenas do futuro são muito boas e dá até um aperto no coração de saber que o roteiro está fazendo isso propositalmente para conseguir encerrar ...

Crítica: 365 DNI


Ao meio de tanta repercussão, ficou difícil não assistir a esse tão polêmico filme. Devo confessar que eu estava esperando um filme bem pior do que o que eu assisti. A maioria dos meus conhecidos detestaram o filme, por isso eu tomei a decisão de assisti-lo apreensivo.

Inspirado no homônimo livro da escritora Blanka Lipińsk, a história retrata um sequestro de uma jovem polonesa Laura Biel (Ana Maria Sikluka) por um mafioso italiano dominador Don Massimo Torricelli (Michelle Marrone).

Logo de cara me deparei com uma introdução meia boca, bagunçada, vaga, tudo que se sabe sobre o mafioso é que ele é um mafioso que perdeu o seu pai, por outro lado temos Laura, e com ela o roteiro cumpre um papel um pouco melhor, existe, afinal uma apresentação da personagem, é tudo muito efêmero, de fato, entretanto conseguimos entender que ela é uma mulher infeliz em seu relacionamento e que levando isso em consideração já conseguimos decifrar e traçar todo o resto da história em nossas cabeças.

A protagonista por si só é uma verdadeira contradição, trabalha em uma empresa que está devendo dinheiro a Mássimo e tem sonhos eróticos com ele, mas quando vem a calhar do mesmo sequestrá-la, de repente, ela perde completamente todos os desejos por ele, do nada. Claro que não estou fazendo apologia ao estupro e ela tem todo o direito de não querer, porém, como eu disse é sim bastante contraditório. A maneira como Massimo se apaixona por ela é pior ainda, ao ser baleado nos primeiros minutos do filme ele tem uma visão dela e sem nunca tê-la visto, promete para si mesmo que a encontrará aonde quer que esteja.

A premissa do filme é ele conquistar a sua sequestrada em 365 dias, o que é mais contraditório ainda, tendo em vista o fato dela já estar atraída por ele há algumas masturbações, mas tudo bem!

Em relação ao feminismo ou não feminismo do filme que está tão em pauta, a única coisa que tenho a dizer é que Laura decidiu ficar e no fundo, sempre quis isso.

As atuações são fracas e não vou nem colocar a culpa nos atores, afinal a gente trabalha com o material que nos é fornecido.

O enredo é mal escrito, os acontecimentos são rápidos, abruptos, sem muito fundamento, as soluções simplistas. Não existe um aprofundamento e desenvolvimento plausível e organizado que nos convença das razões pelas quais os personagens estão agindo desta ou daquela maneira, eles simplesmente agem, agir é eufemismo, eles se provocam e fornicam.

E não me levem à mal, sexo nunca foi o problema, pelo contrário, é um grande atrativo, quem não adora uma boa história ousada e provocativa? Contudo o longa é um compilado de paisagens, música, festas e sexo, paisagens, música, festas e sexo, e assim, repetidamente até o fim do terceiro ato, não acrescenta nada, não nos passa nada.

Em dois pontos o filme me agradou muito, o primeiro é a sua fotografia linda, uma paisagem mais exuberante e megalomaníaca que outra. Uma iluminação solar, alegre, vibrante e intensa, fazendo alusão a intensidade do filme, ou seria a tentativa de intensidade do filme? O outro ponto é a trilha sonora muito bem escolhida e responsável por ter me mantido acordado.

O final é tão duvidoso quanto o filme inteiro, porém, já foi confirmada uma sequência, basta esperarmos que com todas essas críticas eles consigam se ajustar e nos entregar um material de melhor qualidade, principalmente em relação à Mássimo, que começou uma incógnita e terminou pior, não houve desenvolvimento algum de personagem.

E vocês, me digam o que acharam?

Comentários

  1. Achei o final muito ruim ,mais como vc disse ,quem sabe na sequência tenhamos uma surpresa 😌

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  2. Esse filme me deixou muito irritada! Achei o roteiro muito nada a ver...personagens sem objetivos bons, romantização da síndrome de Estocolmo...muito problemático!
    Nós mulhere, ja temos problemas demais em relação a homens super abusivos e a Netflix resolve fazer um filme, maquiando esse tipo de coisa KKK ai senhor! Quando é pra se fazer um filme mais erótico, pro público feminino, sempre partem esse sentido: Uma mulher sequestrada, ou uma mulher submissa demais ao homem...

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  3. Nossa Ro, parabéns vc explica muito bem. Tbm achei isso, e o final nossa nem se fala bjs

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